Teatro de Anônimo diverte o público com suas oficinas

Duas oficinas serão ministradas no MIMO por integrantes da companhia carioca Teatro de Anônimo. Fundadora do grupo e professora, Angélica Gomes propõe na sua “Oficina Circo em família – Uma vivência entre pais e filhos” uma série de exercícios que adultos e crianças podem levar para a sala de casa, a fim de aproveitar o tempo de convivência de maneira física, afetiva e lúdica. Tudo num clima de diversão e que remete ao circo, onde a confiança no parceiro é essencial.

Por sua vez, Fábio Freitas, que atua como palhaço, brincante e trapezista no grupo em que entrou em 2007, criou o MC Preguinho para se comunicar com as crianças, através de ritmos populares e da arte da palhaçaria. Ele utilizará o som do funk e do rap como base de jogos e dinâmicas, a fim de ativar de forma lúdica as funções motoras e a harmonização dos movimentos corporais das crianças: elas serão convidadas a produzir som de seus corpos e a participar de pequenos jogos teatrais do universo da palhaçaria.

A história do Teatro de Anônimo, que se tornou uma referência, vem de longe. São mais de 30 anos de acrobacias, performances e muita palhaçada. Formado por amigos de um colégio no Méier, em 1986, o grupo tem uma trajetória de êxito, combinando teatro de rua e técnicas circenses, com linguagem popular. Os primeiros espetáculos eram encenados em espaços públicos, mas logo seus integrantes, vindos do subúrbio e ligados a manifestações culturais, sentiram a necessidade de aprofundar seus conhecimentos. Alguns deles se tornaram alunos da Escola Nacional de Circo, onde se formaram por exemplo as atrizes-trapezistas Angélica Gomes e Regina Oliveira.

Já em 1994, com a estreia do infantil “Roda Saia Gira Vida”, inspirado nas trupes dos circos do interior – com palhaços, pernas de pau, mulher barbada, mágico de cartola e malabaristas – fez muito sucesso e recebeu o Prêmio Mambembe de 1995, de “melhor espetáculo”. Daí para a turnê internacional foi um pulo e, assim, os artistas levaram a sua arte para a Europa – Roma (Itália), Madri e Granada (Espanha) – e também para a Argentina.

Nos dez anos da companhia, o Teatro de Anônimo lançou o evento Encontro Internacional de Palhaços Anjos do Picadeiro, que figura entre os maiores do gênero no mundo, e se integrou a projetos socioculturais, a exemplo de A Fábrica dos Sonhos, Palhaços Sem Fronteiras, Circo do Mundo e Se Essa Rua Fosse Minha.

Em 1998, criou um espetáculo sem texto, “In concerto”, com esquetes de palhaçaria de diferentes épocas, e, depois, foi a vez de “Caleidoscópio” (2001), com números aéreos. O Teatro de Anônimo consagrou ainda “Almas berrantes” (2004) – com fragmentos de contos de grandes escritores cariocas, como Machado de Assis, João do Rio e Lima Barreto – “Homem bomba” (2005) e “Inaptos a que se destinam” (2011). Outro destaque é o projeto “Noites de Parangolé”, onde artistas convidados apresentam esquetes, abordando temas diversos.

Em 2016, o grupo promoveu o festival Polo Carioca de Circo no Pavilhão Teatro do Anônimo, na Fundição Progresso, endereço da companhia desde que o casarão que ocupava na Rua do Mercado pegou fogo. Nessa mostra, exibiram-se jovens talentos que participaram de oficinas com os diretores da companhia. Tornou-se Ponto de Cultura em 2010, estando a serviço da experimentação, troca de conhecimentos e intercâmbios nacionais e internacionais desde então.

Locais e Horários

  • 15/01/2022 - 14:00h ❘ Centro Cultural Parque das Ruínas (SANTA TERESA)
  • 15/01/2022 - 10:30h ❘ Centro Cultural Professora Dyla Sylvia de Sá (Jacarepaguá)
  • 16/01/2022 - 12:30h ❘ Centro Cultural Parque das Ruínas (SANTA TERESA)
Teatro de Anônimo diverte o público com suas oficinas