Os Tapetes Contadores de Histórias dão cor à imaginação

O grupo carioca inovou e se tornou referência ao criar tapetes e outros cenários têxteis para contar histórias, autorais ou não, a fim de despertar o imaginário do público para as artes e a leitura. São 24 anos de experiência com painéis, malas, aventais, roupas, caixas e livros de pano, além de tapetes, para melhor ilustrar as narrativas orais.

Sua originalidade naturalmente chamou a atenção e o grupo foi convidado a se apresentar e realizar oficinas em diversas cidades do Brasil e outros países, como a Austrália, a Índia, o México, Espanha, Portugal, Benin, Marrocos e Peru. Sob a coordenação de Warley Goulart, produz espetáculos, sessões de histórias, oficinas de formação de contadores, exposições interativas e projetos culturais que envolvem oralidade, artes visuais e teatro.

Integrado ainda por Cadu Cinelli, Edison Mego, Rosana Reátegui e Andréa Pinheiro, adaptou para as plataformas digitais o seu trabalho, participando de mais de uma centena de lives do Brasil e do exterior, narradas em português, inglês e espanhol. Também de forma remota, fez parte do grande projeto de literatura Arte da Palavra, do Sesc. Ministrou ainda uma série de oficinas pelo Instituto de Leitura Quindim, de Caxias do Sul (RS).

Para o MIMO, reservou dois belos trabalhos, a serem apresentados em diferentes bairros da cidade: “Sol, chuva e tapete” e “Conta um causo, ganha um aplauso”. O primeiro ocupará a Areninha Carioca Gilberto Gil, em Realengo, e a Biblioteca Euclides da Cunha, na Ilha, no dia 15/1, em diferentes horários. O segundo será levado ao Parques da Ruínas, em Santa Teresa, e ao Parque Madureira na tarde de domingo, dia 16.

“Sol, chuva e tapete” fala sobre a importância da água para a vida do planeta, do oxigênio fornecido pelas plantas e levado pelos ventos e do sol, que nos acorda, aquece e ilumina. Para ilustrar essa cadeia da vida natural, o grupo vai mostrar contos de diferentes partes do mundo, para os quais criou tapetes e painéis artesanais: dois da África Ocidental, “Como o sol passou a brilhar no mundo” e “A baleia e o elefante”), um brasileiro, “A nuvem triste, e um francês “Paulaute, o hipopótamo”.

Em “Conta um causo, ganha um aplauso”, Os Tapetes Contadores de Histórias narra dois contos populares brasileiros que apresentam o “causo” como um deslumbrante resultado poético do imaginário popular. O grupo criou suas próprias versões para “O estribo de prata”, de Graciliano Ramos, e “O Congo vem aí”, de Sérgio Capparelli, que mostra a Congada de São Benedito.

Os belos cenários de tecido acompanham a contação das histórias: um tapete gigante reproduz o sertão de Graciliano Ramos e mais as ilustrações originais do livro “O Congo vem aí”.

Locais e Horários

  • 15/01/2022 - 11:30h ❘ Centro Cultural Professora Dyla Sylvia de Sá (Jacarepaguá)
  • 15/01/2022 - 16:00h ❘ Areninha Carioca Gilberto Gil (Realengo)
  • 16/01/2022 - 10:00h ❘ Centro Cultural Parque das Ruínas (SANTA TERESA)
Os Tapetes Contadores de Histórias dão cor à imaginação