No ritmo do ‘Coqui coqui – Coco, coquinho, coqueiros’

O coco é um ritmo nordestino que se espalha do sertão ao litoral, em vários estados do país, e é do Nordeste que vêm a cantora e atriz pernambucana Natascha Falcão e o rabequeiro cearense Beto Lemos. Na batida do pandeiro, ganzá, tamanco e palmas, eles vão apresentar um repertório tradicional e lúdico no show para crianças “Coqui coqui – Coco, coquinho, coqueiros”, que pretende celebrar e difundir esse ritmo brasileiro tão rico. Natascha será acompanhada pela rabeca, violão e pandeiro de Beto.

Foram escolhidas músicas com letras simples, porém ricas em imagens e poesia, a fim de estimular as crianças da plateia a participarem, entoando a resposta e marcando o ritmo com palmas e batidas de pé. No roteiro musical, destacam-se “Barco ligeiro”, de Nilton Jr., “Cavalo bravo”, de Ponto BR” e “Mapa da alegria”, parceria de Natasha Falcão, Beto Lemos e Marco Axé.

Natascha Falcão é de Recife e se mudou para o Rio de Janeiro há sete anos. Pesquisa teatro e expressões artísticas desde 2006, mas foi em 2015 que encontrou na música sua principal linguagem de expressão, onde deságua os sentidos de sua trajetória. Além de atuar e cantar, também trabalha como diretora, figurinista, diretora de arte e apresentadora. 

Integrou a banda de cultura amazônica Pirarucu Psicodélico, apresentando-se em diversos palcos do Rio de Janeiro, da Feira de São Cristóvão ao Teatro Rival e Vivo Rio, onde o grupo abriu o show de Dona Onete.  Saiu em carreira solo e lançou “Kitsch Completo” (2019) no Clube Manouche, com participação do cantor Otto. Em 2021, apresentou em primeira mão no MIMO Digital as músicas do álbum “Ave Mulher”.

No teatro, fez parte de projetos de intercâmbio entre Portugal, Espanha e Brasil, com o encenador Moncho Rodriguez, atuou em espetáculos da Duas Companhias de Teatro (Recife/PE), ajudou a fundar o projeto “Fio dos Ventos”, dirigido pela italiana Lina Della Rocca (Teatro Ridotto). Foi premiada em 2016 como atriz no espetáculo “Luas de Há muitos Sóis” (Cia Nina). Assinou a primeira direção cênica com o espetáculo “Fran World Tour – Eu só preciso ser amada”, da palhaça Rafaela Azevedo, em 2018, e em seguida, estreou “Las Panamericanas – Grandes sucessos de ontem, hoje e sempre”, que recebeu o Prêmio de Humor 2020, de melhor espetáculo e Prêmio Especial pela Pesquisa de Palhaçaria e Burlesco.

Beto Lemos, por sua vez, é multi-instrumentista, arranjador, compositor, cantor e ator. Começou como rabequeiro, em grupos de tradição popular da região do Cariri, Ceará, e fez parte da Cia. Carroça de Mamulengos, atuando como instrumentista e diretor musical. Também se mudou para o Rio de Janeiro, em 2008.

Integrou a Itiberê Orquestra Família, assina a criação musical do Grupo Amok nas peças “Agreste” e “Kabul”, pela qual recebeu o Prêmio de Categoria Especial da APTR (Associação dos Produtores de Teatro, do Rio de Janeiro), criou a trilha do espetáculo “Gritos”, da companhia franco-brasileira Dos à Deux.

Foi assistente de direção musical e arranjador do espetáculo “Gonzagão – A Lenda”, que marca o lançamento da companhia Barca dos Corações Partidos, do qual faz parte, e integrou os elencos de “Ópera do Malandro”, “Auê”, “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”, “Macunaíma” e “Jacksons do Pandeiro”. Nos últimos anos, dividiu a direção musical com Alfredo Del-Penho, conquistando diversos prêmios, como diretor musical: Shell, APTR, Cesgranrio, Botequim Cultural, Reverência e Aplauso Brasil.

Locais e Horários

  • 16/01/2022 - 11:00h ❘ Centro Cultural Parque das Ruínas (SANTA TERESA)
No ritmo do ‘Coqui coqui – Coco, coquinho, coqueiros’